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#48: Adoráveis Mulheres

Olá pessoal, nesse episódio discutimos “Mulherzinhas” (1868-1869) da autora Louisa May Alcott. Conversamos sobre temas relativos a história da própria autora, entrelaçados à história da família March; valores da cultura norte-americana, como a guerra, a ambição e o self-made man; valores cristãos, e por fim, a teologia da prosperidade. Falamos sobre como essa narrativa é um clássico que carrega esses valores que ainda ecoam no imaginário americano.

Por fim, conversamos sobre as diversas adaptações.

Livros citados:

Música da nossa trilha sonora:

  • Telegram – Little Women, Original Motion Picture Soundtrack Edition (2019)
  • Dancing in the Porch – Little Women, Original Motion Picture Soundtrack Edition (2019)
  • Plumfield – Little Women, Original Motion Picture Soundtrack Edition (2019)
  • Theatre in the Attic – Little Women, Original Motion Picture Soundtrack Edition (2019)
  • Friedrich – Little Women, Original Motion Picture Soundtrack Edition (2019)

Deixe seus comentários aqui pra gente. Sempre que acabamos de gravar, lembramos de algo mais que poderia ser dito, logo o tema sempre fica em aberto.

Podcast:

00:00:34 Apresentação
00:05:30 Louisa May Alcott
00:11:55 Mulherzinhas
00:59:06 Adaptações e fim

Little Women (1933) https://www.imdb.com/title/tt0024264/
Little Women (1949) https://www.imdb.com/title/tt0041594/
Little Women (1978) https://www.imdb.com/title/tt0078643/
Little Women (1987) https://www.imdb.com/title/tt0168283/
Little Women (1994) https://www.imdb.com/title/tt0110367/
Little Women (2019) https://www.imdb.com/title/tt3281548/

2 Comentários

  • Livia

    Olá.
    Fiquei um pouco assustada por vocês terem odiado tanto o livro. Claro que existe ali uma sociedade que não cabe mais hoje em dia, mas são + de 150 anos atrás. Logo, em vez de criticar o lado mais machista e opressor que facilmente identificamos, eu considero a Louisa may até uma feminista de seu tempo. Ela lutava para que sua voz fosse ouvida, ela lutava por quebrar paradigmas.
    Outra coisa que queria comentar é: tenho quase certeza que a tradução interferiu demais na leitura de vocês! Eu li o texto original e em inglês (bem complicado de ler!), e assim não identifiquei foco religioso, para mim isso foi muito simples no dia a dia, e os diálogos também não eram ruins.
    O que realmente concordo é se tratar de uma família que tem muita resignação com os problemas da vida e que não falam nem entram no detalhe da guerra que acometia o país. Mas a resignação familiar traz lições de vida, e creio que essa era a intenção da narrativa (que permeia até hoje também ao continuarem valorizando demais essa literatura).

    Nitidamente a autora sofreu pressões da editora para que a personagem Jo se casasse, pois ela mesmo na vida pessoal não cedeu ao matrimônio. Mas acredito que isso acontece com todos os tipos de autores e contemporâneos também, muito mais do que imaginamos. Ter uma editora bancando a sua obra tem consequências (um salve aos autores independentes)!
    Continuem assim, falar de literatura é vida!

    • Lívia Torquetti

      Olá, obrigada pelo seu comentário!

      Tentei não mostrar ódio pelo livro, na verdade não é uma indicação que faria para leitura, mas sim como estudo de caso ou para análise de uma época (como tentamos fazer)!
      Sabíamos que nossa reação com o livro era meio ruim, porque ainda que contextualizemos o livro, tive a preocupação de alertar sobre alguns aspectos que me parecem problemáticos hoje, sobretudo porque o livro é um clássico. A questão da resignação, como disse no episódio me parece problemática, ali ela é muito religiosa, mas hoje, se usa para justificar estruturas de um sistema injusto, e tudo que advém dele – pobreza e miséria – e que por vezes, a literatura acaba sendo instrumentalizada para isso, por isso meu problema com essa resignação.
      Aaahhhh, obrigada por confirmar nossas suspeitas, uma pena que o livro tenha se perdido na tradução, porque são diálogos sofríveis…talvez devesse tentar lê-lo no original. Mas acho também que existe uma dimensão da escrita, que quando pensamos em autoras do XIX mesmo, contemporaneas da Louisa, acho que isso fica mais evidente, nos parece ter menos brilhantismo (como comentamos), mas que não diminui em nada o seu esforço. Acho que o mérito da última adaptação foi evidenciar seu posicionamento, sobretudo o fato dela ser contra o casamento da Jo…
      Obrigada pelo comentário, ler a opinião de quem admira o livro também nos traz novas perspectivas!

      Abraço

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